Quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Volta Redonda
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Tal mãe, tal filha
Social

Uma mulher que tem coragem de arriscar. Valéria Nogueira Fernandes, 34, sem dúvidas é uma dessas e merece ser homenageada pelo BEIRA-RIO na semana do Dia Internacional da Mulher (comemorado no dia 8 de março).

A empresária nasceu e foi criada em Resende, e aos 16 anos já trabalhava como atendente de uma loja de roupas. Aos 19 casou-se pela primeira vez e foi embora com seu marido para São Paulo, continuando a trabalhar em lojas de roupas. Em 1999 teve sua filha Olívia e em 2002 voltou para sua cidade natal. No mesmo ano, Valéria resolveu arriscar: montou sua primeira loja de roupas. No local eram vendidas peças masculinas e femininas. Em 2005 sua vida teve uma reviravolta. Valéria se separou e resolveu montar outra loja de roupas, onde também são vendidas peças masculinas e femininas. O negócio prosperou e em 2009 a empresária ousou novamente. Valéria montou outra loja, desta vez de roupas infanto-juvenil.

Questionada sobre as dificuldades que enfrenta, Valéria responde: “Mulher que quer ser independente dá seus pulos para conseguir isso”. Ela conta que é daquelas mães que gosta de participar ativamente da vida da filha, indo a reuniões de escola, ajudando a fazer tarefa e estudando junto em véspera de prova. “Eu ajudo em tudo que posso e levo e busco a Olívia ao colégio sempre que possível” conta, explicando que ela conta com a ajuda do ex-marido para buscar a filha quando algum imprevisto acontece. Ela diz que além de mãe e empresária, também é “mãetorista” da filha e que adora isso.

Para cuidar e educar sua filha, Valéria diz que sempre contou com a ajuda de grandes mulheres. “Enquanto eu morava em São Paulo, minha ex-sogra cuidava da Olívia enquanto eu trabalhava. Depois que voltei para Resende, minha mãe passou a me ajudar”. Ela explica que sempre depois que pega Olívia na escola, leva a menina para a casa da avó, onde ela passa a tarde.

A empresária diz que sua filha já está começando a seguir seus passos. “Ela já vende suas próprias coisinhas na escola, como bijuterias e adesivos”. Valéria conta também que sua filha a vê como uma guerreira e que quer seguir os passos de independência da mãe. “A Olívia não tem mais a utopia de se casar e ser sustentada pelo marido, como muitas meninas da idade dela ainda tem. O que ela sempre diz é que vai ralar para conseguir comprar seu próprio apartamento” diz.

Apesar da vida agitada, Valéria lembra que valoriza muito passar um tempo com a família, como por exemplo, viajar no período de férias. Por conta disso, ela sempre se preocupou muito em contratar pessoas de confiança para trabalharem em sua loja, para que ela pudesse aproveitar tranquila o tempo com a família.

“Dizem que todo mundo tem uma galinha e uma águia dentro de si. A galinha é aquela que cisca de lugar em lugar e nos faz olhar para o chão. A águia é aquela que olha para cima, voa e ganha a liberdade para alcançar o sonho”. Valéria conta a pequena história para expressar o que ela acha que as pessoas enxergam quando olham para mulheres como ela: “Essa aí é uma águia” diz, lembrando que as mulheres devem sempre equilibrar os dois animais dentro de si mesmas, “para que o pé no chão da galinha ajude a equilibrar a vida”.